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Com baixo rendimento, poupança tem maior fuga de valores

Que o brasileiro não está conseguindo poupar, já era de se esperar, diante da crise econômica. Mas, além de não poupar, os saques crescentes da caderneta de poupança demonstram também que as economias guardadas nos anos anteriores estão sendo usadas agora. As retiradas superaram os depósitos em R$ 53,56 bilhões em 2015, de acordo com os cálculos do Banco Central. Essa foi a primeira vez, em 10 anos, que os recursos mais saíram do que entraram. Também é a maior fuga de valores, desde o início da série histórica, em 1995.

Dados de 2015:
- Depósitos: R$ 1,90 trilhão
- Saques: R$ 1,96 trilhão
- Rendimentos: R$ 47,43 bilhões
- Estoque: R$ 656 bilhões

Um outro ponto que ajudou a negativar o número de depósitos foi o baixo rendimento. Quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como agora, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). Outras modalidades, como os fundos de renda fixa, sobem junto com a Selic e rendem bem mais.

Quando a poupança vale a pena?

Apesar do baixo rendimento, economistas defendem que a poupança é um bom investimento para poupadores de pequenas quantias e que buscam alta liquidez (retirar o dinheiro a qualquer hora, sem multas ou qualquer prejuízo). Em outras palavras, a poupança resolve a demanda de quem procura apenas um "fundo de reserva".