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Lotepi será licitada em abril e não terá autarquia, diz secretário

"O governo do Estado já cumpre o piso nacional dos professores e a ideia é dar um reajuste considerando a situação econômica do Piauí" - essa foi a declaração do secretário da Fazenda, Rafael Fonteles, em entrevista ao Jornal do Piauí desta quarta-feira (20). O gestor reafirmou ainda a volta da Loteria do Piauí (Lotepi) para aumentar a arrecadação estadual.

Segundo Fonteles, o menor valor pago hoje para professores que trabalham 40 horas semanais é R$ 2.221, o que já é maior que o piso de R$ 2.135 anunciado pelo Ministério da Educação para 2016. O gestor afirmou que o valor será incrementado, mas não confirmou que esse reajuste será na mesma proporção do nacional, que é de 11,36%. "Vamos avaliar porque depende da situação econômica do Estado", enfatizou.

Rafael acrescentou, entretanto, que o aumento do salário mínimo para R$ 880 já está implantado na folha de pagamento relativa ao mês de janeiro e prometeu que o governo cumprirá os acordos firmados para 2016. "Esses acordos serão cumpridos em janeiro, fevereiro e março, conforme o que foi decidido. As categorias podem ficar tranquilas porque os pagamentos serão com valores retroativos", explicou. Para as demais categorias ainda não há previsão de reajuste. 

Lotepi

O secretário confirmou para este semestre a realização da licitação que trará de volta a Loteria do Piauí - serviço que funcionará diferentemente do que ocorria anteriormente. "Agora vai haver uma exploração direta, com maior transparência. A arrecadação cai direto na conta do Estado, não na conta de uma empresa que depositará para o Estado. Não vai mais haver uma autarquia lotérica", esclareceu. A previsão é que a licitação ocorra no mês de abril. Os recursos serão destinados para as pastas de Cultura e Esporte.

Concursados

Rafael voltou a afirmar que o cronograma de chamamento para os concursos públicos já realizados permanece inalterado. E, no caso da Educação, os professores aprovados no concurso de 2014 serão convocados conforme a demanda. 

Sobre o cenário econômico para 2016, o gestor alertou: "É preciso manter-se vigilante e continuar com os cintos apertados. As análises brasileiras e mundiais estão muito complicadas e não há ainda previsão de crescimento para 2016. Poderemos ter dois anos de recessão".