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Construção Civil demite mais de 9 mil no PI e provoca saldo negativo de empregos

O Piauí admitiu 120.647 pessoas em 2015, mas demitiu 122.922, resultando em um saldo negativo de 2.275 postos de trabalho, o que representou uma redução anual de 0,76%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21), pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Nenhum estado brasileiro fechou 2015 com saldo positivo de empregos. Apesar do número negativo, o Piauí foi o terceiro que menos demitiu, quando considerado o volume de contratação e demissão, ficando atrás apenas de Roraima, cujo saldo foi de - 384 postos, e Tocantins, com - 2.023.

De acordo com o levantamento, tal comportamento foi proveniente do desempenho negativo, principalmente dos setores da Construção Civil (-9.259 postos) e da Indústria de Transformação (-1.682 postos), cujos saldos superaram o desempenho positivo dos Serviços (+6.771 postos) e dos Serviços Indústrias de Utilidades Públicas (+1.654 postos).

Desde 2003, esse é o pior desempenho do Piauí. Em 2014, o saldo foi positivo em 11.001 postos de trabalho. Veja no gráfico:

Em dezembro, verificou-se declínio de 1,09% no nível de emprego ou -3.252 postos de trabalho no Piauí. Esse resultado decorreu da queda em quase todos os setores, com destaque para Construção Civil (-1.296 postos), Indústria de Transformação (- 1.282 postos) e Agropecuária (-446 postos).

Dentre os municípios com mais de 30 mil habitantes, três cidades piauienses tiveram saldo positivo. Floriano foi o que teve o melhor resultado (+59), seguido de Parnaíba (+29) e de Barras (+1). A capital ficou em 15º e último lugar, com saldo negativo de 1.389 empregos formais (4.529 contratações e 5.918 demissões).