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PIB do Brasil tem o pior resultado dos últimos 25 anos

Conforme todas as expectativas já haviam apontado, a economia do Brasil fechou 2015 em retração. A queda foi de 3,8%, quando comparada a 2014, e foi a maior já registrada desde 1990 - ano em que o recuo foi de 4,3%.

O PIB Brasileiro, em valores correntes, somou R$ 5,9 trilhões, e o PIB per capita ficou em R$ 28.876 em 2015 – uma redução de 4,6% diante de 2014. Apenas um dos setores analisados cresceu: a agropecuária. A alta foi de 1,8%, puxada pela soja e pelo milho. Esse, no entanto, foi o menor crescimento desde 2012, quando houve queda de 3,1%. 

2º pior da América Latina

O resultado do PIB mostra que o Brasil teve o segundo pior desempenho entre todos os países da América Latina, deixando para trás apenas a Venezuela, cuja expectativa do FMI é que o PIB recue 10%. Já entre os Brics (países considerados "emergentes"), o Brasil deverá ter a maior queda. 

Em queda no Brasil:

* Indústria: - 6,2%
Motivo: retração de quase 8% no setor da construção, especialmente na parte imobiliária. A indústria da transformação recuou 9,7%, com redução nos setores de veículos, máquinas e aparelhos eletrônicos. 

* Serviços: - 2,7%
Foi a maior baixa em 20 anos. Motivo: o comércio diminuiu 8,9%.

* Investimentos em produção: - 14,1%
Motivo: queda na produção interna e na importação de bens de capital. O recuo em 2014 havia sido de 4,5%. A taxa de investimentos, por causa disso, caiu de 20,2% para 18,2% do PIB de 2015.

* Consumo das famílias: - 4%
Durante os últimos anos, esse fator era o que puxava o crescimento da economia brasileira. Em 2014, havia tido crescimento de 1,3%.

* Gastos do governo: - 1%
Em 2014, houve crescimento de 1,2%.

Em alta no Brasil:

* Exportações: 6,1%
Motivo: a alta do dólar, que fez as vendas para o exterior aumentarem, puxadas pelas commodities como petróleo e minério de ferro. As importações, por outro lado, caíram 14,3%, com influência do seguimento das máquinas, equipamentos e automóveis. A contribuição do setor externo não ocorria desde 2005, quando ficou positivo em 0,6%. Após isso, foram registradas apenas valores negativos.