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Procura por dólar triplica e economista alerta sobre risco desse investimento

A queda nos preços do dólar - que vem ocorrendo desde quinta-feira (3) - levou muita gente à procura da moeda americana nas casas de câmbio, bancos e corretoras. Estima-se que a compra de dólar, no mínimo, dobrou, em relação aos dias normais. Em alguns locais, chegou a triplicar.

Em Teresina, a casa de câmbio que funciona no Teresina Shopping registrou filas imensas. O dólar comercial, que vinha sendo negociado a R$ 4,00 ao longo deste ano, caiu de R$ 3,94 na terça-feira para R$ 3,71 na sexta-feira. Já o turismo, das viagens e cartões, caiu de R$ 4,09 para R$ 3,87. Hoje, as cotações estão em R$ 3,79 e R$ 3,87, respectivamente.

Investimento agressivo

O economista Fernando Galvão alerta, entretanto, que a compra de dólar é uma forma de investimento muito agressiva, não recomendada para investidores iniciantes. "O investimento de câmbio é muito instável. O Brasil sofre, hoje, uma crise de expectativa que afeta o humor de investidores internacionais, especialmente pelo cenário político. O dólar sobe porque tem mais gente comprando que vendendo. Mas, é muito arriscado. Não tem como prever, é uma aposta. As pessoas estão apostando que vai aumentar daqui a pouco, mas pode não acontecer, especialmente se a possibilidade de impeachment ganhar mais força", pondera.

Fernando alerta que as pessoas que estão comprando dólar neste momento podem ter grandes ganhos, mas também enormes perdas. "É um investimento, repito, para um investidor de perfil extremamente agressivo. Não é recomendado para iniciantes", reforça.