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Habitação e transportes reduzem inflação da baixa renda

A inflação da baixa renda (IPC-C1) desacelerou, caindo de 0,73% em fevereiro para 0,44% em março. A alta acumulada no ano soma 3,10%, e nos últimos 12 meses, está em 9,99%. A queda da inflação foi atribuída principalmente às tarifas dos ônibus urbanos, energia elétrica, artigos de higiene pessoal e cigarro. 

Dos oito grupos de despesa usados no cálculo do IPC-C1, metade mostrou taxas menores de fevereiro para março:

- transportes (de 1,55% para 0,19%)
- habitação (de 0,08% para -0,43%)
- saúde e cuidados pessoais (de 0,58% para 0,36%)
- despesas diversas (de 1,84% para 0,97%).

Na contramão, subiram mais os preços de:

- alimentação (de 1,01% para 1,21%)
- educação, leitura e recreação (de 0,38% para 0,42%)
- vestuário (de 0,31% para 0,37%)
- comunicação (de 0,66% para 0,69%).

Já a variação do IPC-BR (que mede a alta de preços para as famílias que ganham até 33 salários) subiu em março 0,5% (0,06 ponto percentual acima do IPCC-C1), enquanto a taxa dos últimos 12 meses ficou em 9,37% - neste caso, 0,62 ponto percentual superior ao valor anualizado medido para o IPC-BR.