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N° de pessoas sem emprego no Brasil passa de 10 milhões

O IBGE divulgou nesta 4ªfeira que a taxa de desocupação ficou em 10,2% no trimestre encerrado em fevereiro. O percentual representa o maior índice da série, iniciada em 2012. É também a primeira vez que a taxa atinge dois dígitos. Em 2015, nesse mesmo período, o percentual era de 7,4%. E, no trimestre encerrado em novembro, era de 9,0%. Com a atualização dos dados, a população desocupada chega a 10,4 milhões no país: 1,3 milhão de pessoas a mais que o número registrado de setembro a novembro, o que representa um crescimento de 13,8%.

Menos empregados e menores salários

A população ocupada (91,1 milhões de pessoas) apresentou redução de 1,1%, quando comparada com o trimestre de setembro a novembro de 2015 (menos 1,0 milhão de pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2015, foi registrada queda de 1,3% (menos 1,2 milhão de pessoas).

O número de empregados com carteira assinada no setor privado apresentou queda de 1,5% frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015 (menos 527 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 3,8% (menos 1,4 milhão de pessoas).

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.934) ficou estável frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015 (R$ 1.954) e caiu 3,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.012).

Na análise do contingente de ocupados segundo os grupamentos de atividade, em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015, ocorreram retrações:

- na indústria geral (-5,9%)
- informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-2,5%)
- administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,1%) 

Houve aumento na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (1,9%). Nos demais grupamentos de atividade não se observou variação estatisticamente significativa. Frente ao trimestre de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, foram verificados aumentos:

- em serviços domésticos (3,9%);
- transporte, armazenagem e correio (5,3%) 
- alojamento e alimentação (4,3%). 

Houve quedas na indústria geral (-10,4%), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-7,7%). Nos demais grupamentos de atividade não se observaram variações significativas.