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Crise: Professores e advogados estão entre os mais demitidos

 

O desemprego tem aumentado a passos largos e atingido mais profissionais com nível superior. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base no Ministério do Trabalho e Previdência Social revela o ranking das regiões que mais demitiram e as profissões mais afetadas.

Entre março do ano passado e o mesmo mês deste ano, o resultado foi o seguinte: 

- Os administradores de empresas foram os mais demitidos entre os que têm nível superior. Foram 26,2 mil demissões.

- Em segundo lugar ficaram os professores de ensino superior, que perderam 21 mil empregos. 

- Em terceiro lugar, os engenheiros civis e os  programadores e avaliadores de ensino, ambas as categorias com 17,6 mil postos a menos.

- Em quarto lugar, os advogados, com 10,6 mil demissões.
 

Desde o início de 2015, o emprego com carteira assinada já acumulou o corte líquido de 1,86 milhão de vagas formais no país, provocando uma retração de 4,5% no emprego, levando o atual estoque de trabalhadores celetistas ao mesmo nível de junho de 2012 (39,4 milhões). Nos 12 meses encerrados em março de 2016, as demissões de trabalhadores com nível superior e carteira assinada avançaram 10,8%, contra uma variação de -7,0% na média do mercado de trabalho. Isso representa a dispensa de 1,01 milhão de empregados nessas condições.

Perfil dos demitidos
 
- As demissões atingiram homens e mulheres em igual proporção.

- O corte por faixa etária revela que 39,7% dos demitidos tinham entre 30 e 39 anos. 

Regiões que mais demitiram

Regionalmente, há um predomínio natural do Sudeste em números absolutos, com 84,5 mil demissões sem justa causa (52,2% do total). Entretanto, as regiões Norte (+14,7%) e Sul (+14,1%) foram aquelas em que o processo de demissões mais se intensificou nos últimos meses.

Os setores
 
Nos últimos 12 meses até março deste ano, praticamente três em cada quatro demissões (73,1% do total) com as características analisadas ocorreram em quatro subsetores: 

- ensino (42,7 mil)
- administração de imóveis (38,8 mil)
- serviços de alojamento e alimentação (19,11 mil) 
- construção civil (17,8 mil)