Cidadeverde.com

Governo aumenta despesas não obrigatórias em R$ 38,5 bilhões

O governo federal pretende aumentar as despesas não obrigatórias deste ano em R$ 38,5 bilhões. A informação foi dada ontem (7), pelo próprio ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, duas semanas após o Congresso Nacional aprovar a meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. 

Do total de recursos liberados:
- R$ 28,2 bilhões virão da recomposição de limites orçamentários que estavam contingenciados (bloqueados);
- R$ 8,8 bilhões dependerão de créditos adicionais no Orçamento, que precisam ser aprovados pelo Congresso;
- R$ 1,5 bilhão virão da liberação de recursos para emendas parlamentares impositivas e para outros Poderes (Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público);
- R$ 18,1 bilhões ficará de reserva para cobrir riscos fiscais de recursos que podem não entrar no caixa do governo.

O governo liberou ainda R$ 1,4 bilhão para emendas parlamentares individuais impositivas e R$ 100 milhões para o funcionamento do Legislativo, do Judiciário, do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União. Caso o Congresso aprove os créditos adicionais, o volume de despesas discricionárias previsto para 2016 subirá de R$ 212,2 bilhões para R$ 250,6 bilhões. O montante é maior que os R$ 235,2 bilhões gastos em 2015, mas é menor que os R$ 256,2 bilhões desembolsados em 2014.