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Queda do poder aquisitivo provoca novo recorde de saques

No primeiro semestre deste ano, as retiradas de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 42,6 bilhões, segundo o Banco Central. Foi a maior perda de recursos para este período desde o início da série histórica, em 1995, ou seja, em 22 anos.

A crise financeira foi determinante para o resultado negativo. Com a queda do poder aquisitivo, o brasileiro busca nos recursos poupados ao longo dos anos uma forma de honrar as contas mensais, evitando atrasos e o pagamento de juros. Mas nesse resultado há também outra questão: a baixa rentabilidade da poupança. Rendendo menos que a inflação, a poupança tem perdido espaço para outras aplicações, como os títulos do Tesouro Direto.