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Brasil é último em ranking de criação de emprego da OCDE

Em comparação com outros 43 países, o Brasil deve ter, em 2016, pior desempenho na criação de empregos. O estudo é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No final da semana passada, o IBGE divulgou que a taxa de desocupação do país é de 11,2% no trimestre encerrado em maio.  A OCDE prevê que a taxa de desemprego no Brasil deverá atingir 11,3% neste ano contra 8,5% em 2015.

De acordo com o levantamento, o Brasil deve registrar um saldo negativo de empregos (quando as demissões superam as contratações) de 1,6% neste ano, enquanto nos países da OCDE a previsão é de crescimento de 1,5% dos postos de trabalho neste ano. Apenas outros quatro países - como a  Finlândia (-0,1%) e a Costa Rica (-0,9%) - também terão saldo negativo, mas bem menores que o Brasil. 

Em junho, a OCDE já havia estimado, em outro estudo, que o Brasil deverá sofrer em 2016 a maior queda do PIB entre as 44 economias analisadas, com recuo de 4,3%, e atribuiu a "recessão profunda", que deve durar no país até 2017, ao "contexto de grande incerteza política" e também aos casos de corrupção que abalam a confiança de consumidores e investidores.

A boa notícia: A análise da Organização aponta, no entanto, que o país deve melhorar no próximo ano, ficando com saldo positivo de 0,7%.