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Vendas no comércio têm a maior queda em 16 anos

Diante da crise, o consumidor tem comprado cada vez menos. As vendas do comércio varejista brasileiro recuraram 9% em maio, quando comparado ao mesmo mês de 2015, segundo o IBGE. Quando comparado a abril, houve queda de 1% - a maior para o mês desde o ano 2000. Segundo o levantamento, o resultado está 12 pontos percentuais abaixo do ponto mais alto da série, registrado em novembro de 2014. Somente neste ano, de janeiro a maio, as vendas recuaram 7,3%. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 6,5%. 

Para o IBGE, o resultado foi influenciado pela evolução dos preços acima da inflação, pelas demissões e pelo menor número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (o que é um passaporte para o crédito), além das reduções salariais. Os setores que puxaram a queda foram:

- Vendas de artigos de uso pessoal doméstico de lojas de departamento (-2,4%)
- Móveis e eletrodomésticos (-1,3%)
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,8%)
- Combustíveis e lubrificantes (-0,4%)
- Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%)
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2%).

As vendas que apresentaram melhora foram apenas no setor de tecidos, vestuários e calçados mostraram aumento, de 1,5%. Os supermercados não tiveram variação, assim como os produtos alimentícios, bebidas e fumo.