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Maioria dos empresários aprova jornada de trabalho flexível

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo SPC Brasil revela que mais da metade dos empresários do comércio e do setor de serviços aprova a regulamentação do trabalho intermitente - regime no qual o trabalhador é remunerado por horas trabalhadas e por produtividade. A maioria também acredita que, em um curto espaço de tempo, essa mudança traria aumento do desemprego. 

A pesquisa ouviu 822 empresários na primeira quinzena de agosto. Veja os números detalhadamente:

- 53,7% dos empresários consideram a regularização do trabalho intermitente como ótima ou boa
- 54,6% acreditam que a normatização desse novo modelo de contrato de trabalho resultaria no aumento do emprego

Na análise do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o trabalho intermitente com jornada flexível é um avanço que será muito favorável aos varejistas que, por causa das datas sazonais, têm necessidades diferenciadas de mão de obra ao longo do ano. Honório também acredita que levando em conta essa opção e as terceirizações, o emprego no comércio poderia ser ampliado em 1,1 milhão de vagas 'numa tacada só', se cada varejista admitisse um trabalhador por loja. O varejo emprega hoje 19 milhões de pessoas.