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E por falar em FGTS...

Os bancos privados começaram a questionar a exclusividade da Caixa Econômica Federal (CEF) no uso do FGTS para financiamento de imóveis. O fundo tem mais de R$ 457 bilhões e o principal argumento é que o monopólio dá chance de geração de receita extra para o Tesouro. O movimento tenta ganhar força agora, que o novo governo tenta emplacar uma reforma na gestão do FGTS. 

A Caixa, que é a única a administrar os recursos desde a década de 90, se defende dizendo que as mudanças podem resultar em "desequilíbrios econômicos" como crédito mais caro para a casa própria ou redução de recursos para habitação popular e saneamento básico.

A concorrência destaca também que o FGTS representa uma fonte muito grande de recursos com baixíssimo custo. E, se a regra mudar, os trabalhadores poderiam ter um retorno melhor do dinheiro depositado pelas empresas. Atualmente, a rentabilidade é de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial - metade do que é oferecido pela poupança, que é de 6% a.a, acrescido da TR. Não há proposta oficialmente anunciada, mas os bancos acenam para a possibilidade de mais que dobrar o valor da rentabilidade, chegando a 10% ao ano.