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Cesta básica em Teresina aumenta R$ 2,60 em um mês

A Cesta Básica do mês de setembro em Teresina custou R$ 402,34 - a 15ª mais cara entre as 27 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O custo do conjunto de alimentos básicos registrou alta de 0,65%, em relação ao valor calculado em agosto. Nos nove primeiros meses do ano, a alta acumulada foi de 17,10%.Em agosto, o custo do grupo de itens era R$ 399,73. 

Entre agosto e setembro, dos 12 itens alimentícios pesquisados, nove registraram aumento e três apresentaram queda de preço. As elevações foram observadas no preço do:

- café em pó (6,20%)
- tomate (4,96%)
- farinha de mandioca (2,65%)
- manteiga (2,21%)
- arroz agulhinha (1,56%)
- carne bovina de primeira (0,59%)
- pão francês (0,52%)
- açúcar cristal (0,33%) 
- leite integral (0,19%). 

As retrações ocorreram no preço do feijão carioca (-3,19%), da banana (-1,40%) e do óleo de soja (-0,51%).

O custo para o trabalhador

O trabalhador teresinense, necessitou cumprir, em setembro, jornada de 100 horas e 35 minutos (cerca de 12 dias de trabalho) para adquirir os produtos da cesta básica, ligeiramente maior que o tempo necessário calculado em agosto, de 99 horas e 56 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos previdenciários, verifica-se que o trabalhador teresinense, remunerado pelo piso nacional, comprometeu, em setembro 49,70% dos vencimentos com a cesta. Em agosto, o percentual exigido era de 49,37%.