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Comércio piauiense tem 2º melhor resultado do país

Foto: Raoni Barbosa

 

As vendas do comércio brasileiro registraram a terceira queda seguida em setembro, mas o Piauí mostrou resultados contrários, com taxa positiva de 1,3% - a segunda melhor do país. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No país, a retração de 1% é a maior para o mês desde 2002, quando chegou a 1,2%.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o comércio brasileiro levou um tombo de 5,9% e a queda acumulada no ano é de 6,5%. Em 12 meses, é de 6,6%. As vendas que mais sofreram redução foram dos segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%) e de móveis e eletrodomésticos (-2,1%). O motivo é a contínua queda dos rendimentos, o aumento do desemprego e a insegurança quanto ao futuro - consequências da crise econômica.

Os piores resultados foram nos estados do Mato Grosso (-5,6%) e Tocantis (-3,6%). Na outra ponta, acima do Piauí, está apenas o Amapá (1,7%). Além desses dois estados, a Bahia (0,1%) e o Goiás (0,1%) também ficaram no azul. O Distrito Federal não teve alteração (0,0%). Mas, em comparação com setembro de 2015, o resultado foi negativo para todos os estados, com exceção de Roraima, que teve alta de 9,1%. 

Resultado do Piauí

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Teresina, Evandro Cosme, avalia que o crescimento do comércio é um dado importante, mas não é suficiente para compensar a crise no setor. No mês correspondente à pesquisa (setembro), foi realizada na capital a campanha Liquida Teresina, que movimentou sobremaneira o varejo. "Pode ter sido, sim, reflexo da campanha, mas não podemos assimilar somente dessa forma. O que vemos é que as economias mais frágeis sofreram menos que as grandes economias. Por isso, o Piauí e o Amapá se mostraram estáveis, mas é preciso mais", ponderou.

Evandro acrescenta que existe uma concentração de esforços para atingir um bom final de ano no comércio, garantindo, pelo menos, um crescimento nominal das vendas. "Não sei se vamos superar a inflação, mas queremos, no mínimo, nos igualar ao ano passado. E o fato de o governo ter confirmado o pagamento do Décimo Terceiro dá gás a isso. Em muitos outros estados a situação é bem diferente", compara.