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Custo de vida em Teresina cresce mais que o nacional; limão ficou 82% mais caro

O custo de vida em Teresina aumentou 0,64% de setembro para outubro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Cepro. No acumulado do ano, a inflação chega a 8,68% - muito acima da nacional, que soma 5,78%. Em 12 meses, o aumento do custo de vida em Teresina também superou o nacional. Na capital do Piauí, a alta acumulada é de 11,07%. No país, é de 7,87%.

Alimentação mais cara

Em Teresina, nos últimos 12 meses, a variação do preço do feijão sempre verde é de +126,23%. O limão também sofreu uma forte alta, subindo o preço em mais de 80%. Veja mais detalhes da alimentação:

- feijão sempre verde (+126,23%)
- limão azedo (+82,62%)
- açúcar cristal (+49,93%)
- pimentão (+47,57%)
- farinha de mandioca (+35,32%)
- leite em pó/pacote (+30,93%)

O diretor de Estatística e Informação da Cepro, Elias Barbosa, destaca a alta dos preços dos alimentos. “Já são 18% de aumento na cesta básica acumulados nos últimos 12 meses. Até o cafezinho, que faz parte do dia-a-dia do teresinense, registrou +21,43% de variação de preço no último ano”, lamenta.

Quanto ao custo da Cesta Básica, o comportamento no mês de outubro foi de queda (-0,76%), mas como nos últimos doze meses o aumento acumulado foi de 18%, o consumidor tem dificuldade em perceber esta redução. Em relação ao poder de compra do salário mínimo, o trabalhador está comprometendo uma parcela ainda mais significativa da sua renda para comprar alimentos. Em outubro a cesta básica custou, em média, R$ 339,72, o que equivale a 38,60% do salário mínimo.

Outras altas

Em relação aos sete grupos componentes, três deles registraram, em outubro, aumento superior à média geral: Artigos de Residência (+2,28%), Alimentação (+1,02%) e Habitação (+0,68%); outros três tiveram aumentos inferiores ao índice geral: Transportes (+0,14%), Saúde e Cuidados Pessoais (+0,24%) e Serviços Pessoais (+0,36%). Já o grupo Vestuário registrou queda de (-1,03%). 

Eletrodomésticos também apresentaram aumentos significativos, com forte influência na formação do índice geral. O fogão a gás/elétrico, por exemplo, aumentou +10,28% em outubro, a geladeira +6,49%, o liquidificador +5,80% e o ventilador +3,04%.

Higiene pessoal é outro destaque na variação positiva de preços. Creme dental já acumula aumento de 20,79% em 12 meses e a escova de dente ficou mais cara 22,60%. Lâminas de barbear tiveram aumento de 17,30%, sabonete 7,87%, perfume 21,78% e desodorante 11,24% nos últimos 12 meses.