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Setor de serviços sofre a 18ª queda consecutiva

De agosto para setembro, o volume de serviços recuou 0,3% no país e o setor já acumula queda de 4,7% nos primeiros nove meses do ano, segundo dados do IBGE. O levantamento revela, porém, que a receita nominal dos serviços cresceu 0,4% no mesmo período. A queda em setembro, apesar de significativa, foi menor que a queda registrada no mês anterior (de julho para agosto), que foi de 1,4%. Já na comparação com setembro do ano passado, a queda acumulada pelo setor chega a 4,9%, a maior para o mês desde 2012 - também é a 18ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação. No acumulado dos últimos 12 meses a queda dos serviços é ainda maior: de 5%.

Segmentos

A queda de 0,3% no setor de serviços na série livre de influências sazonais entre agosto e setembro deste ano reflete resultados negativos nos segmentos de Outros Serviços (-2,5%), Serviços Prestados às Famílias (-0,9%) e de Serviços de Informação e Comunicação (-0,6%). Entre as atividades que apontaram variações positivas estão Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares (0,7%) e Transportes, Serviços Auxiliares dos Transportes e Correios (0,3%). Já o agregado especial das Atividades Turísticas apresentou crescimento de 1,5% na comparação com agosto.

Na contramão

Enquanto o setor de serviços vem apresentando números predominantemente negativos em praticamente todas as bases de comparação, principalmente quanto ao volume de vendas, os Serviços de Tecnologia da Informação vêm se destacando por se contrapor aos resultados de retração de outras atividades. Segundo o IBGE, na série sem ajuste sazonal, o setor apresenta crescimentos contínuos desde abril de 2016, “o que ressalta sua característica de segmento dinâmico, com a geração de serviços de elevado valor agregado”.