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Preço do feijão cai 15% e cesta básica fica mais barata em Teresina

R$ 383,52 - esse foi o valor da cesta básica calculado em novembro, em Teresina. A capital piauiense tem a 19ª cesta mais cara entre as 27 capitais brasileiras, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apesar de cara, o conjunto de alimentos registrou queda de 2,96% outubro para novembro, mas nos 11 primeiros meses do ano, a alta acumulada já chega a 11,62%. 

De um mês para o outro, dos 12 itens pesquisados, 5 tiveram queda de preço e 7 tiveram aumento. As retrações aconteceram nos seguintes preços:

- feijão carioca (-15,01%)
- tomate (-11,89%)
- banana (-4,46%)
- leite integral (-2,63%)
- pão francês (-0,21%)

As principais elevações foram observadas nos itens:

- manteiga (4,02%)
- carne bovina de primeira (1,69%)
- café em pó (1,38%)
- óleo de soja (1,28%)
- farinha de mandioca (1,23%)
- açúcar (0,65%)
- arroz agulhinha (0,25%)

Doze dias de trabalho

Em Teresina, o trabalhador precisou cumprir 95 horas e 53 minutos de serviço em novembro (quase 12 dias de trabalho) para comprar uma cesta básica. Em outubro, o necessário eram 98 horas e 48 minutos. 

Quem ganha o salário mínimo (R$ 880) comprometeu 47,37% do seu vencimento com a cesta. Em outubro, o percentual era de 48,82%. 

Pelos cálculos do Dieese, levando em consideração o preço da cesta básica mais cara do país (Porto Alegre, R$ 469,04), o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família seria de R$ 3.940,41, ou 4,48 vezes o mínimo de R$ 880,00. Em outubro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 4.016,27, ou 4,56 vezes o piso vigente.