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Após mais de um ano, mercado vê inflação dentro do intervalo

Mais uma vez, o mercado financeiro baixou a estimativa de inflação. Agora, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2016 em 6,49% - ou seja, abaixo do teto, que é de 6,5% e dentro do intervalo do sistema de metas. A última vez que o mercado estimou que a meta de inflação deste ano não seria descumprida foi 13 de novembro de 2015, há mais de doze meses.

Pelo sistema brasileiro, a meta central para 2016 foi fixada em 4,5%, mas há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo, de modo que a inflação pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que seja descumprida. No ano passado, a inflação estourou o teto da meta ao somar 10,67% - a maior desde 2002.

Veja mais detalhes do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Cental, nesta segunda-feira (19).

Para 2016:
Inflação pela IPCA: recuou de 6,52% para 6,49% (abaixo do teto de 6,5%).
PIB: contração de 3,48% (a anterior era de 3,43%).
Taxa de juros (Selic): fecha o ano em 13,75% (atual).
Câmbio: dólar em R$ 3,38.
Balança comercial: inalterada em US$ 47 bilhões de resultado positivo.

Para 2017:
Inflação pela IPCA: estável em 4,90% (acima da meta, de 4,5%).
PIB: 0,58% (a anterior era de 0,70%).
Taxa de juros (Selic): estável em 10,50% ao ano.
Câmbio: dólar em R$ 3,49.
Balança comercial: estável em US$ 45 bilhões.