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Cartões pequenos podem fechar as portas se BC reduzir prazo de repasses


O presidente Michel Temer (PMDB) e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmaram, na última quinta-feira (15), a intenção de mudar o prazo para as emissoras de cartão de crédito pagarem as vendas aos lojistas. A mudança, que deve ser anunciada amanhã (20), reduz esse intervalo de 30 para 2 dias e poderá representar o fim de muitas emissoras consideradas pequenas. Mas, para o governo, será um importante passo para impulsionar a economia, pois vai favorecer o lojista. Em vários países, como os Estados Unidos, é adotado o prazo de apenas dois dias também.

O problema é que a mudança trará um custo maior para as emissoras dos cartões, tanto para os pequenos, como para os maiores. Mas, os menores não têm a mesma capacidade de financiamento dos gigantes, como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.

Nesta manhã, a cofundadora da empresa Nubank, Cristina Junqueira, destacou que, se houver a mudança, o negócio será fechado.  "Atualmente, um cliente que usa o cartão pagará a fatura, em média, 26 dias depois. Assim, o Nubank, como emissor, receberá o dinheiro apenas após este prazo”, explica Cristina. “Com o dinheiro, pagamos o adquirente (operador do cartão), que leva mais dois ou três dias para pagar o varejista. Isso dá o prazo de 30 dias”, explica.