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BC: preços ficarão mais controlados, mas recessão deve piorar

O relatório do quarto trimestre do Banco Central, divulgado nesta quinta-feira (22) estimou uma melhora na inflação, tanto para 2016 quanto para 2017. Com isso, o índice retorna ao sistema de metas. Por outro lado, a economia brasileira terá um "encolhimento" maior neste ano e uma recuperação mais lenta no próximo. 

PIB

O BC estimou um "tombo" de 3,4% em 2016, com piora em relação à previsão anterior, feita em setembro, que era de um recuo de 3,3%. Será a segunda retração seguida: em 2015, a queda foi de 3,8% - a maior em 25 anos. 

Para 2017, também houve uma revisão da estimativa. Em setembro, a autoridade monetária esperava que o PIB crescesse 1,3% no próximo ano. Agora, prevê um crescimento mais moderado, de 0,8%, ainda acima da estimativa de alta de 0,58% do mercado financeiro.

Inflação

Em 2015, o IPCA somou 10,67% e estourou o teto de 6,5%. Para 2016, a previsão de inflação caiu de 7,3%, em setembro, para 6,5% - valor dentro dos limites do sistema de metas de inflação para este ano, que tem um teto justamente de 6,5%. O mercado financeiro já prevê que a inflação ficará em 6,48% - abaixo do teto - neste ano. 

Para 2017, o BC informou que projeta que o IPCA ficará ao redor da meta central entre 4,4% e 4,7% (contra a estimativa anterior de 4,4% a 4,9%, feita sem setembro), enquanto os analistas de mercado preveem uma taxa mais próxima de 5%.

Taxa de juros

A queda na inflação pode acelerar o processo de corte dos juros básicos da economia, atualmente em 13,75%. 

O mercado financeiro já projeta uma redução maior, de 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano, na próxima reunião do Copom, em 10 e 11 de janeiro. A expectativa dos analistas do mercado financeiro é de que taxa continue recuando nos próximos meses e atinja o patamar de 10,50% ao ano no fechamento de 2017.