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Garçons grevam, mas donos de restaurantes garantem funcionamento

Mais de 100 garçons, recepcionistas e demais integrantes da categoria da Hotelaria e Gastronomia do Piauí se concentraram, na manhã desta sexta-feira (23), na praça João Luís Ferreira, no Centro de Teresina, para mobilizar os trabalhadores a aderirem à greve. A orientação é que os funcionários não trabalhem até conseguirem acordo com o Sindicato Patronal. 

A paralisação significa a interrupção nos serviços de todos os estabelecimentos que envolvam funcionários do setor hoteleiro - por isso, o sindicato afirma que restaurantes, churrascarias, pizzarias, hotéis, lanchonetes, parques e até motéis irão fechar a partir de hoje (23) na capital, apesar da proximidade com o Natal.

"Estamos deflagrando uma greve inédita. Estamos fazendo isso nesse período próximo do Natal porque nossa data-base é janeiro e para mostrar a importância que tem a nossa categoria. A orientação é que nenhum funcionário vá ao trabalho enquanto não houver negociação com o Sindicato Patronal. Pedimos também o apoio da sociedade. Precisamos desse reajuste", afirmou Udelci Coelho, presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia do Piauí.

A categoria reivindica reajuste de 10% sobre os salários pagos, mas os patrões oferecem 4,5%. Segundo o sindicato, atualmente há mais de 1500 estabelecimentos em Teresina e todos devem ser afetados com a paralisação.

Após a concentração na praça, a categoria segue pelas principais ruas do centro e à tarde vai para a zona Leste. 

Patrões não consideram a greve

O presidente da Associação de Bares e Restaurantes do Piauí, Jorge Olanda, afirmou ao Cidadeverde.com que os estabelecimentos alimentícios de Teresina funcionarão normalmente nos próximos dias. "Não tem sentido essa greve. Não estamos considerendo greve nenhuma. Não vai faltar funcionário, vamos funcionar normalmente. A Associação não está em negociação com ninguém. Vamos abrir normalmente, inclusive na véspera do Natal. Os restaurantes só devem fechar no dia 25", declarou.

A Coluna Economia & Negócios, do Cidadeverde.com, tentou contato com o presidente do Sindicato Patronal, Moacir Uchôa, mas os números estavam desligados.