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Setor aéreo movimenta R$ 1,3 bilhão na economia do Piauí

Um estudo inédito da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), com a colaboração da GO Associados, mostra que o transporte aéreo contribui com 2,6% da produção total do Piauí, ou o equivalente a R$ 1,3 bilhão. Nesse valor, está incluída a receita das companhias aéreas (transporte de passageiros e cargas) e de seus fornecedores, mais o turismo viabilizado pelo setor aéreo. Também entra na soma o consumo familiar dos trabalhadores que integram essa cadeia. A parcela é inferior à contribuição do setor medida no plano nacional, estimada em 3,1% do total da produção brasileira.

Além disso, a aviação e os setores que ela impulsiona geraram 25 mil empregos no Piauí em 2015, com o pagamento de quase R$ 226 milhões em salários. O setor aéreo contribui também com a arrecadação de R$ 96,1 milhões em impostos no estado. Em termos relativos, para cada R$ 1 que a aviação adiciona à produção econômica do estado, R$ 5,2 são gerados em produção na cadeia do turismo catalisado pelo modal de transporte. No tocante aos empregos, para cada posto de trabalho ocupado na aviação, 11 outras pessoas são contratadas no turismo derivado do Piauí.

O estudo tem como objetivo medir o impacto da aviação na economia nacional e em todos os estados brasileiros. O levantamento tem como base o ano de 2015 e usa fontes públicas, tais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). 

Cenário

O Piauí contribui com 0,61% do total de embarques anuais em voos domésticos, parcela superior à participação de sua economia na produção brasileira, de 0,50%. A quantidade de viagens aéreas entre os piauienses é de 0,18 embarque por habitante, inferior a média do país, de 0,47.

Os dados de densidade demográfica e produção per capita são muito distintos dentro do próprio estado, que é bastante extenso. A movimentação turística é muito expressiva. O transporte de carga aérea é pequeno para os números da economia local.

“A tributação sobre o combustível de aviação, como regra geral, não é feita pelo teto, mas está longe da alíquota mínima. A aviação tem participação na produção estadual acima média brasileira, merecendo incentivos para potencializar o turismo e ampliar ainda mais a já relevante contribuição social e econômica”, afirma Maurício Emboaba, consultor técnico da ABEAR.

Veja a íntegra do estudo: https://goo.gl/yr23zi