Cidadeverde.com

Previdência complementar tenta evitar esgotamento de recursos

Na tentativa de evitar a completa falência, o setor de previdência complementar apresentou um plano de fomento ao Congresso e ao governo para estancar o processo de desinvestimento das reservas. O presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Luís Ricardo Martins, considera que o sistema está 'estagnado' e, se continuar no mesmo ritmo, até 2034 as reservas estarão esgotadas. 

A ideia é aumentar o número de adesões aos planos de previdência privada no país. Para o presidente, há 3 milhões de servidores públicos potencialmente propensos à adesão, além de outras 3 milhões de pessoas dentro da população economicamente ativa e de 500 mil funcionários que não aderiram aos planos de previdência privada oferecidos pelas empresas - totalizando 6,5 milhões de adesões em potencial. Martins aposta também na adesão de um público mais jovem - que entrou cedo no mercado de trabalho - e de pessoas jurídicas, como os advogados. 

Atualmente há 2,5 milhões de pagantes, 700 mil aposentados e pensionistas e 3,9 milhões de dependentes - totalizando cerca de 7 milhões de pessoas dentro do sistema. 

Novas regras
O presidente da Abrapp defende que seja instituída uma contribuição mínima para o plano de previdência complementar, sem que seja necessário abdicar do regime de repartição simples, em que os mais jovens pagam pela aposentadoria dos mais velhos. Em março, a entidade apresentará uma proposta que estabelece a adesão automática dos empregados no plano de previdência de privada da empresa, com a possibilidade de o funcionário não querer participar.