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Inflação começa ano em alta; reajustes na educação foram o maior peso

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou o mês de janeiro em alta de 0,69%. A taxa é 0,06 ponto percentual acima da última apuração (0,63%) e 0,19 ponto percentual maior do que o registrado na primeira medição de janeiro (0,5%). No acumulado dos últimos 12 meses, o IPC-S atingiu 5,04%. Os dados são da Fundação Getulio Vargas. 

Quatro dos oito grupos pesquisados apresentaram avanços, com destaque para educação, leitura e recreação (de 2,53% para 4,15%). Essa alta foi influenciada, principalmente, pela correção de preços dos cursos formais, que ficaram em média 9,8% mais caros. Na medição anterior, a alta tinha alcançado 5,78%. Em habitação, o índice subiu de 0,18% para 0,29%, com uma redução menos expressiva na tarifa de eletricidade, que reduziu 0,54%, contra uma queda de 1,32% na medição anterior. No grupo vestuário, também diminuiu a intensidade de baixa (de -0,49% para -0,27%) e no grupo comunicação, houve elevação (de 0,40% para 0,47%). Já nos demais grupos, caiu o ritmo de aumento. Em alimentação, o IPC-S atingiu alta de 0,39%, variação abaixo da anterior (0,64%). No grupo saúde e cuidados pessoais o índice passou de 0,46% para 0,35% ; em transportes, de 0,88% para 0,82%; e em despesas diversas, de 0,66% para 0,39%.

Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram: 

- curso de ensino superior (8,66%); 
- curso de ensino fundamental (10,84%);
- curso de ensino médio (10,72%); 
- tarifa de ônibus urbano (2,69%);
- plano e seguro de saúde (1,01%).

Os itens de menor impacto inflacionário foram:
- tarifa de táxi (-7,76%);
- passagem aérea (-12,30%);
- feijão carioca (-13,70%);
- tarifa de eletricidade residencial (-0,54%)
- perfume (-1,54%).