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Presidente da Latam: passagem vai cair para quem não despachar bagagem

A presidente da Latam no Brasil, Claudia Sender, afirmou que a liberação da cobrança da bagagem despachada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) viabilizará a segmentação do serviço e a redução do preço da passagem para quem viaja apenas com a mala de mão. A medida entra em vigor a partir de março. 

"Hoje todos os passageiros pagam como se estivessem viajando com uma bagagem despachada, quando 40% dos passageiros viajam só com uma mala de mão. Para os passageiros que optarem por comprar uma passagem sem a bagagem despachada, esses sim verão uma redução efetiva de preço da passagem. Esse é o tipo de medida que traz competitividade de preço para o passageiro. O que efetivamente a gente quer é garantir que o passageiro que viaja sem a bagagem tenha sempre acesso a uma passagem mais barata do que aquele que viaja com a bagagem.", disse Claudia, em entrevista a um site nacional de notícias.

A presidente rebate às críticas quanto à perda de direitos do consumidor com a medida. "Eu diria que toda a vez em que tentamos tutelar o consumidor, independente da indústria, quem paga mais caro é o próprio consumidor. Hoje no Brasil a lei do inquilinato protege demais o inquilino. Então imagine uma pessoa que tem um imóvel e vai colocar para alugar, mas sabe que o se inquilino ficar seis meses sem pagar ela não vai conseguir retirar essa pessoa do imóvel. Então ela embute no preço do imóvel o risco, o risco de você ser um mau pagador e de entregar o imóvel depredado. No caso da aviação, o que estamos dizendo é que quem viaja sem despachar bagagem não deveria estar pagando por aquele que despacha dois itens de 23 kg. Não é justo. É como uma pessoa que mora sozinha e divide a água igualmente no condomínio, pagando o mesmo que uma família inteira. Quando a gente consegue segmentar e fazer com que o passageiro pague efetivamente pelo que está usando, ele terá sempre acesso a bilhetes mais baratos. E o que vai garantir isso é a concorrência. O que se mostrou em todos os países e aqui no Brasil quando a liberdade tarifária foi introduzida é que quem mais ganhou foi o cliente. Entre 2002 e 2012 além de triplicar a aviação o preço das tarifas caiu em mais de 50%. No caso da bagagem, acreditamos que vai ter concorrência na precificação entre as companhias e o passageiro é o que mais vai se beneficiar com isso".