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Minha Casa Minha Vida: renda para entrar no programa sobe para R$ 9 mil

O governo federal anunciou ontem (6) mudanças no Minha Casa Minha Vida. Antes, a renda máxima da família para entrar no programa era de R$ 6,5 mil, agora é de R$ 9 mil. A medida tem o onjetivo de aquecer o setor da construção civil - um dos principais afetados pela recessão dos últimos dois anos. 

As mudanças foram anunciadas pelo presidente Michel Temer (PSDB). Ele ressaltou que a reformulação combaterá o desemprego. "Quando se abrir as faixas, aquilo que se busca é a geração de emprego", declarou. No Piauí, os construtores do setor estão otimistas - a expectativa é de incremento de 2% nos negócios, número que parece pequeno, mas que é significativo para a construção civil. 

Mudança nos limites de renda

Atualmente existem quatro faixas de renda. A faixa 1 é voltada para as famílias mais pobres, com renda bruta mensal de até R$ 1.800 - nesse grupo não vai ter alteração.

As alterações serão nas outras faixas:
- na faixa 1,5, a renda que hoje é de R$ 2.350 vai subir para R$ 2.600.
- na faixa 2, o teto vai passar de R$ 3.600 para R$ 4 mil.
- e na maior faixa de renda, que é a 3, passa de no máximo R$ 6.500 para R$ 9 mil.

Mudança no valor do imóvel

O valor máximo  do imóvel para quem vai usar o FGTS na compra. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, o teto passa de R$ 225 mil para R$ 240 mil. Nas outras cidades, como Teresina, sobe de R$ 170 mil para R$ 180 mil.

Segundo o governo, o Minha Casa Minha Vida financia imóveis por uma taxa de juros de 8,16% ao ano, enquanto o mercado cobra juros entre 10% e 14% ao ano.