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Em 2 anos, construção civil fecha 20 mil postos de trabalho no PI

Dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) mostram que o Piauí foi um dos estados com maior aumento no desemprego no setor da construção civil. Até final 2014 eram aproximadamente 40 mil postos e hoje são cerca de 20 mil, conforme levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina (Sinduscon). A expectativa, entretanto, é de início de retomada do crescimento somente no final de 2017. “A retomada do setor deve iniciar apenas no último trimestre desse ano. É o que a gente está esperando. Acreditamos que esses três primeiros meses do ano serão mais duros para o setor.”, afirma André Baía, presidente do Sinduscon Teresina. 
 
De janeiro a outubro de 2016, os estados de Rondônia (-40,5%), Pará (-25,9%) e Piauí (-21,4%) foram os que tiveram as quedas mais expressivas no nível de emprego. André Baía pontua que a crise é de longa duração. Em sua avaliação, a crise afetou tanto o setor privado, quanto o público com o prejuízo para as condições das empresas terem acesso a crédito, além da redução do investimento em novos lançamentos imobiliários. Em 2013, o financiamento por meio da Caixa Econômica chegou a R$ 1,2 bilhão. Já em 2016 foi menos de R$ 700 milhões, ou seja, levando em consideração a inflação é quase uma redução de 50%. “A construção civil sofre influência direta da estabilidade do setor público. Com a falta de crédito, alta dos juros, inflação longe da meta foram os fatores que nos afetaram”, comentou André Baía.

Porém, o presidente do Sinduscon Teresina vê otimismo após o anúncio do Governo Federal de ampliação do Minha Casa, Minha Vida. A partir de agora, poderão aderir ao programa habitacional do governo federal famílias com renda mensal de até R$ 9 mil. Antes dessa mudança, o limite de renda para uma família ter direito a participar do MCVM era de R$ 6,5 mil por mês (faixa 3). "Se os juros continuarem caindo, com inflação dentro da meta, fruto da implantação das macro e micro reformas o Brasil no médio prazo certamente terá outra realidade econômica e financeira. Nosso país é fantástico, tem quase tudo por fazer”, avaliou o presidente do Sinduscon, André Baía.