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Para fechar meta, governo reavalia elevar impostos

Com a divulgação do PIB 2016 - que revelou uma situação mais grave que a esperada - a alta de impostos voltou a ser avaliada como alternativa para elevar a arrecadação e garantir o cumprimento da meta fiscal. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repete constantemente aos assessores que fará "o corte necessário" no orçamento para garantir a meta deste ano - um déficit de R$ 139 bilhões. A equipe econômica, portanto, não hesitará em tomar medidas drásticas para fechar as contas. 

O saldo de todo o ano passado servirá de base para a definição do planejamento orçamentário de 2017, mas por enquanto, a alta de impostos é apenas uma possibilidade, ainda não incluída nos cálculos de receitas e despesas do governo. 

Apesar do aperto, o governo ainda aposta na retomada econômica, que, segundo a equipe, começou agora, no primeiro trimestre, e se consolidará a partir do segundo trimestre, indicando o fim do período de recessão. Dois trimestres consecutivos de resultados positivos é a premissa básica para atestar o fim de um período recessivo. Mas, somente no final de maio será conhecido o resultado oficial do primeiro trimestre.