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Cesta básica fica mais barata em Teresina; feijão teve maior queda

A cesta básica ficou 1,22% mais barata em Teresina entre janeiro e fevereiro - foi o que constatou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O valor passou para R$  376,48 e é a 14ª cesta mais cara entre as 27 cidades pesquisadas. 

Veja o que ficou mais barato em fevereiro:

- feijão carioca: -14,76%
- tomate: - 3,18%
- leite integral: - 2,42%
- carne bovina de primeira: - 1,32%

O açúcar cristal não apresentou variação.

Os produtos que ficaram mais caros foram:

- manteiga (4,41%)
- café em pó (4,11%),
- óleo de soja (3,21%)
- banana (2,21%),
- farinha de mandioca (0,81%)
- pão francês (0,53%)
- arroz branco agulhinha (0,25%)

Nos últimos 12 meses, 8 produtos tiveram alta acumulada de preços: manteiga (52,07%), café em pó (35,84%), farinha de mandioca (29,37%), leite integral (19,73%), arroz agulhinha (15,13%), óleo de soja (13,07%), açúcar cristal (10,64%) e  o pão francês (3,57%). Os demais tiveram retração: tomate (-36,79%), feijão carioca (-4,89%), banana (-4,33%), e a carne bovina de primeira (-0,18%).

Tempo de trabalho

O trabalhador teresinense que recebe o piso nacional (R$ 937) precisa trabalhar 88 horas e 23 minutos para conseguir comprar a cesta básica. O valor equivale a mais de 11 dias de trabalho com jornada de 8 horas. Em fevereiro de 2016 a jornada necessária foi maior que em fevereiro de 2017, sendo 94 horas e 29 minutos (quase 12 dias).

Quem recebe o salário mínimo comprometeu, em fevereiro, 43,67% do seu orçamento com a cesta básica (descontados os valores previdenciários). Em janeiro, o percentual comprometido era de 44,21%.