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Alta de impostos em 2017 está praticamente confirmada

Foto: Adriano Machado/Reuters

A arrecadação federal de 2017 será menor que a prevista. Segundo anunciou o Ministério do Planejamento, para cumprir a meta de déficit de R$ 139 bilhões faltam R$ 58,2 bilhões. A informação já veio com uma "quase" confirmação de alta dos impostos. Em entrevista à imprensa, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que há "uma grande possibilidade" de aumentar os impostos para conseguir os recursos que faltam. Disse também que deverá cortar gastos e investimentos, fazer concessões ou vender ativos, mas o valor a ser cortado só deverá ser divulgado na próxima semana. 

Para definir tanto o ritmo de corte quanto a elevação dos impostos o governo aguarda a confirmação das estimativas de receitas extras. "Há uma condição muito particular em 2017", alegou o ministro do Planejamento Dyogo Oliveira, ao explicar porque o governo quebrou a tradição e não divulgou o corte de gastos no dia 22 de março, como fez em anos anteriores. 

Por que o rombo é maior?
A peça orçamentária foi baseada na previsão de que a economia cresceria 1,6% em 2017. Mas a estimativa agora é outra - o crescimento não deve ser superior a 0,5%. Com isso, cai também a arrecadação de impostos. A expectativa do governo é que a receita seja R$ 54,7 bilhões menor que a prevista no orçamento. Na outra ponta, as despesas primárias serão R$ 3,4 bilhões maiores que as previstas. A soma dos dois valores é que gera o rombo de R$ 58,2 bilhões que o governo precisa cobrir para cumprir a meta já deficitária.