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Veja como funciona o empréstimo com o FGTS como garantia

Desde ontem, os trabalhadores já podem buscar empréstimos consignados - que são aqueles com desconto direto na folha de pagamento - oferecendo o FGTS como garantia. A Caixa já publicou as regras para operações desse tipo e, na prática, os bancos e as empresas estão firmando um convênio para permitir que os funcionários tenham acesso a essa linha de crédito. 

Veja como funciona:
- O trabalhador do setor privado pode oferecer até 10% do saldo do FGTS como garantia para empréstimo consignado.
- Em caso de demissão, no entanto, o empregado poderá dar como garantia até 100% do valor da multa paga pelo empregador - atenção! Não é 100% do FGTS, é 100% da multa, o que quer dizer que é 40% do total do FGTS. 
- Os valores dados como garantia podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perde o vínculo com a empresa. 

Prós e contra
Os especialistas em finanças alertam que a medida não é de todo boa para o trabalhador, pois reduz a poupança, tão importante num momento de fragilidade, que é a demissão sem justa causa. 

Mas o governo avalia que, nesse momento de crise econômica, quando as famílias estão bastante endividadas e com vários casos de desemprego em casa, a medida vem como uma forma de facilitar empréstimos com juros mais baixos. Então, aquelas pessoas que estão em dívida, por exemplo com o cheque especial ou com o cartão de crédito, cujos juros ultrapassam 300% ao ano, podem agora trocar a dívida por uma mais barata. 

Dando o FGTS como garantia, as condições são as seguintes:

- Taxa de juros: até 3,5% ao mês, o que equivale a cerca de 51% ao ano. 

- Prazo máximo para pagamento: 48 meses.