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MP recomenda nova suspensão do concurso da Sejus por problema em gabarito

O Ministério Público do Estado do Piauí recomendou a suspensão do concurso público para agentes penitenciários da Secretaria da Justiça. O documento foi encaminhado ao secretário da Sejus, Daniel Oliveira, e ao Nucepe, que é a instituição organizadora do certame. 

A promotora Leida Diniz pede a anulação da prova de noções de informática, por acreditar que tenha havido violação aos princípios constitucionais da administração pública. Ela argumenta que foram cometidos erros na correção da prova e que o gabarito divulgado é similar à prova aplicada antes - que foi anulada por constatação de tentativa de fraude. 

Leida acrescenta que os problemas geram dúvidas por parte dos candidatos pela falta de transparência do certame somadas aos problemas de fraudes ocorridas na primeira fase deste e outros concursos realizados no Piauí e que tiveram o Nucepe como banca organizadora. 

Críticas ao Nucepe

A promotora avalia que o Nucepe demonstra clara incapacidade para condução de um concurso de tamanha relevância e, que os erros cometidos violam os princípios da transparência, moralidade e eficiência. "Na administração pública não há espaço para dúvidas. Tudo deve ser claro e transparente", argumenta Diniz. 

Os gestores têm o prazo de 10 dias, a contar do recebimento da recomendação administrativa, para apresentar ao Ministério Público Estadual as providências tomadas para o cumprimento das medidas elencadas na recomendação.

A Coluna tentou contato com o secretário Daniel Oliveira e com o presidente do Nucepe, Jorge Filho, mas as ligações não foram atendidas.