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Mais de 14 milhões de brasileiros estão desempregados

O desemprego já alcançou 14,2 milhões de brasileiros. É o que mostra a última Pnad Contínua do IBGE, divulgada na última sexta-feira (28). 

A taxa de desocupação - que abrange as pessoas que não estão formalmente nem informalmente empregadas e também não trabalham por conta própria - atingiu, novamente, o maior patamar da série histórica: 13,7% no trimestre de janeiro a março deste ano.

A alta é de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre imediatamente anterior (outubro/dezembro 2016), quando a taxa era de 12%. E 2,8 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2016, quando a taxa era de 10,9%. 

Em outras palavras, de um trimestre para o outro, mais de 1,8 milhão de brasileiros deixaram de trabalhar. De um ano para o outro, foram mais 3,1 milhões de novos desempregados. 

População ocupada

Logicamente, a população que está trabalhado sofreu redução. Atualmente são 88,9 milhões de brasileiros ocupados - 1,3 milhão a menos que no trimestre anterior. Esse é o menor contingente da série histórica, iniciada em 2012.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) recuou para 53,1% no trimestre de janeiro a março de 2017, com queda de 0,9 ponto percentual frente ao nível do trimestre anterior (54,0%). Em relação ao nível do mesmo trimestre de 2016 (54,7%), houve retração de 1,7 ponto percentual. Este foi o menor nível da ocupação da série histórica da pesquisa.

Carteira assinada

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,4 milhões de pessoas) recuou em ambos os períodos de comparação: frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (-1,8% ou menos 599 mil pessoas) e ao trimestre janeiro / março de 2016 (-3,5% ou menos 1,2 milhão de pessoas). Este foi o menor contingente de trabalhadores com carteira assinada já observado na série histórica da pesquisa.

Rendimento médio

O rendimento médio real habitual (R$ 2.110) no trimestre encerrado em março de 2017 manteve estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.064) e, também, em relação ao mesmo trimestre de 2016 (R$ 2.059). A massa de rendimento real habitual (R$ 182,9 bilhões) no trimestre encerrado em março de 2017 também ficou estável nas duas comparações.