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Governo deve corrigir tabela do IR em até 4%

Diante da fragilidade do governo Temer depois das delações da JBS, a ordem do Palácio do Planalto é que a equipe econômica coloque em prática medidas para minimizar o efeito negativo do cenário político, e uma delas é a correção da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física. Outra é o reajuste no Bolsa Família de 4,6%. 

Pelo projeto, calcula-se uma correção no IR entre 3,5% e 4% a partir do próximo ano. A previsão é anunciar as iniciativas até a primeira quinzena de julho, perto do final do cronograma dos saques do FGTS, que se encerra dia 31 do próximo mês. 

Antes de sofrer impeachment, a ex-presidente Dilma havia anunciado o reajuste na tabela do IR de 5% - e de 9% no Bolsa Família. Mas, com o afastamento, o projeto do IR foi engavetado. E o do Bolsa Família teve um reajuste maior, de 12,5%, em média. 

Dificuldades

A equipe econômica se mostrou preocupada com as medidas por causa da crise. Segundo os técnicos, esse dinheiro vai fazer falta para fechar as contas em 2018. Os custos de uma correção de 4% ficariam em torno de R$ 4 bilhões.

A tabela do IR foi corrigida em 4,5% de 2007 a 2014. Em 2015, o reajuste variou entre 4,5% e 6,5% dependendo da faixa de renda do contribuinte. Em 2016, não houve alteração.

Faixa de isenção

Para tentar driblar a impopularidade do presidente, a ideia era aumentar a faixa de isenção para valores entre R$ 4 mil e R$ 8 mil até a redução da alíquota do IR de 27,5% para 18% - o que seria mais arriscado para as contas públicas. Somente o aumento da faixa de isenção para R$ 4 mil custaria R$ 10 bilhões por ano. Por isso a ideia foi descartada pela equipe econômica de imediato.