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Morar sozinho contribui para que 34% fiquem no vermelho

O desejo de muitas pessoas de morar sozinho pode ter muitos benefícios com relação à privacidade e momentos de lazer, mas o peso das contas no orçamento com certeza é uma consequência a ser pensada antes da mudança. 

Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que oito em cada dez pessoas que moram só (79%) não se planejaram financeiramente para viverem sozinhas e 34% afirmam que morar sozinho contribuiu para que elas extrapolassem o orçamento alguns meses. 

A justificativa de metade desses é o fato de não ter ninguém para dividir as contas (49%). O levantamento inédito mostra que 93% das pessoas que vivem só são as únicas responsáveis pelo sustento da casa e que 66% dos entrevistados não fazem um controle efetivo de seus gastos.

25% de quem mora sozinho estão negativados

Uma consequência da falta de gestão orçamentária é o fato de que 25% de quem mora sozinho estão atualmente no vermelho e não estão conseguindo honrar seus compromissos. 

Por outro lado, 41% estão no zero a zero, não falta e nem sobra dinheiro, e 23% estão no azul. Outros 41% ficaram inadimplentes nos últimos 12 meses, e 62% dessas pessoas ainda continuam nesta situação.

Em média, os entrevistados com dívidas atrasadas têm uma dívida aproximada de R$ 1.500,00, proveniente principalmente do não pagamento dos seguintes itens:

- fatura do cartão de crédito (36%) 
- fatura do cartão de lojas (20%)

Segundo os entrevistados, o atraso nessas contas aconteceu por diversos motivos, sendo os mais recorrentes a diminuição da renda (23%), o empréstimo do nome para terceiros (23%), desemprego próprio ou de alguém da família (22%) e problemas de saúde (20%).

O levantamento revela que o tempo médio para o pagamento da dívida equivale a 15 meses entre aqueles que pretendem pagar e têm uma estimativa de quando isto será feito. A maioria (40%) não soube informar e outros 10% não têm intenção de honrar os compromissos, sendo que destes 78% alegaram falta de condições financeiras.