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Fundador da Uber pede renúncia da direção da empresa

Denúncias de assédio sexual, fuga e demissão de executivos, roubo de propriedade intelectual, uso de tecnologias para driblar autoridades, reclamações de motoristas por baixo pagamento e por direitos trabalhistas - são esses os motivos que levaram o presidente-executivo e cofundador da Uber, Travis Kalanick, a renunciar ao cargo.

Ele havia se afastado "provisoriamente" do cargo há uma semana, mas antes de voltar, anunciou sua renúncia, justificando que está levando em consideração o pedido dos investidores.

"Eu amo a Uber mais do que qualquer coisa no mundo, e nesse momento difícil da minha vida pessoa, eu aceitei o pedido dos investidores para me afastar da empresa, de forma que a Uber possa voltar ao eixo em vez de ser prejudicada por outras questões", afirmou Travis Kalanick, que perdeu a mãe no início de junho, em um acidente de barco. 

A Uber foi fundada em 2009 e hoje tem atuação em mais de 500 cidades em vários países - em praticamente todas elas, a empresa sofreu represália de taxistas.