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Custo da cesta básica cai 2% em Teresina; tomate fica 17% mais barato

Em junho de 2017, o custo da cesta de alimentos básicos de Teresina foi de R$ 389,39 uma variação de -2,01% em relação a maio. Com esse valor, a cesta de Teresina é a 12ª mais cara entre as 27 cidades pesquiesadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Em 12 meses, a variação foi de -1,59%; e nos seis primeiros meses de 2017, de 2,75%. Veja como se comportaram os preços dos principais produtos:

- Tomate (-17,25%)
- Banana (-3,49%)
- Açúcar cristal (-3,17%)
- Arroz branco agulhinha (-3,16%)
- Manteiga (-1,33%)
- Óleo de soja (-1,26%)
- Farinha de mandioca (-1,14%)
- Carne bovina de primeira (-0,84%)
- Café em pó (-0,15%). 

Os demais produtos tiveram elevação no preço médio: 
- Feijão carioca (26,69%)
- Pão francês (1,05%) 
- Leite integral (0,45%)

Nos últimos 12 meses, 8 produtos tiveram alta acumulada de preços: 
- Café em pó (27,76%)
- Manteiga (20,14%)
- Tomate (5,69%)
- Leite integral (4,96%)
- Farinha de mandioca (3,58%)
- Banana (2,57%)
- Arroz agulhinha (2,31%)
- Pão francês (1,58%). 

A carne bovina de primeira não apresentou variação. Os demais tiveram retração: feijão carioca (-40,95%), açúcar cristal (-4,18%) e o óleo de soja (-1,51%).

Nos seis primeiros meses de 2017, 6 produtos tiveram alta acumulada de preços: 
- Tomate (22%)
- Banana (19,68%)
- Café em pó (9,26%)
- Manteiga (8,33%)
- Farinha de mandioca (1,67%)
- Pão francês (1,47%).

Os demais produtos tiveram retração: feijão carioca (-12,97%), açúcar cristal (-12,97%), arroz agulhinha (-7,53%), leite integral (-3,90%), óleo de soja (-3,46%) e a carne bovina de primeira (-3,04%).

Quanto pesa no bolso
O trabalhador teresinense cuja remuneração equivale ao salário mínimo (R$ 937) necessitou cumprir jornada de trabalho, em junho, de 91 horas e 26 minutos (11,3 dias), menor que o tempo necessário em maio, de 93 horas e 18 minutos. Em junho de 2016, a jornada ficou em 98 horas e 55 minutos.

Renda comprometida
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos previdenciários, verifica-se que o trabalhador teresinense, remunerado pelo piso nacional, comprometeu, em junho de 2017, 45,17% dos vencimentos com a cesta. Em maio, o percentual exigido era de 46,10%. Já em junho de 2016, o comprometimento foi de 48,87% do salário mínimo líquido.