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Até 2ª feira, todos os postos aumentarão preço da gasolina

O preço da gasolina já passou de R$ 3,75 em alguns postos de Teresina na manhã deste sábado (22), mas em muitos os preços ainda não subiram. A informação foi repassada à Coluna Economia & Negócios, do Cidadeverde.com, pelo tesoureiro do Sindicato dos Donos dos Postos de Combustíveis, José Couto.

Couto acredita que até a segunda-feira (24) todos os postos da capital terão repassado a alta, pois as compras nas distribuidoras já estão mais caras.

Na última quinta-feira, quando o governo anunciou que aumentaria o imposto Pis/Cofins a partir de 0 hora de sexta, os motoristas não perderam tempo e fizeram fila nos postos de Teresina. 

"Fiz a maior venda dos últimos anos ontem [sexta]. Vendi 50% a mais que em dias normais. O diesel acabou, a gasolina foi quase toda. Só não acabou tudo porque tinha muito estoque. Mas, a partir dessa tarde, já vamos aumentar", explicou José Couto, se referindo ao seu próprio posto, onde a gasolina custava R$ 3,30 ontem e vai passar a R$ 3,69 nesta tarde.

"Não tem como não repassar, foi uma alta muito grande e somos contra essa medida. Inclusive pensamos em fazer um movimento de repúdio", acrescentou Couto.

O preço da gasolina e do diesel vinha caindo constantemente nos últimos meses devido à nova política de preços praticada pela Petrobras, que segue o ritmo do mercado exterior. E essa prática é a única esperança de que os preços não fiquem ainda mais altos nos postos.

"A alta foi tão grande que mesmo as quedas da Petrobras não são suficientes para conter o preço. Agora estamos torcendo para que os preços da produção continuem em queda para amenizar os prejuízos, porque agora já temos esses R$ 0,41 imediatos, mas depois isso pode ficar pior, porque o frete dos combustíveis vai aumentar, numa reação em cadeia", argumenta.

O preço da gasolina, segundo o sindicato, voltou ao patamar de um ano atrás. 

Além do aumento do Pis/Cofins, o governo ainda deverá colocar a CIDE, mas para isso, precisa de 90 dias para entrar em vigor. 

"Entendemos que eles mexem na gasolina porque essa é a maneira mais rápida de conseguir dinheiro e eles [do governo] queriam dinheiro imediato. É como uma injeção na veia. Mas não concordamos com isso porque o combustível é imprescindível, não dá para viver sem. E essa alta vai alterar do abastecimento nos postos ao preço dos produtos nos supermercados", enfatiza Couto.