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Péssima qualidade das obras públicas é comum no PI, diz Apeop

Inaugurado nesta semana pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí, o caminhão laboratório permite que as obras públicas sejam realizadas com maior precisão, in loco. Com isso, o TCE poderá avaliar de forma mais eficiente as prestações de contas e o uso do dinheiro público, mas para o presidente da Associação Piauiense de Empresários de Obras Públicas (Apeop-PI), Arthur Feitosa, muita coisa ainda pode ser feita para melhorar as fiscalizações.

"É preciso investir mais em qualidade, desde o edital de licitação, quando se conhece publicamente o que tem que ser feito, desde a definição dos insumos para as obras. Um papel importante para isso é do gestor público responsável pela obra. Tem que pensar mais na eficiência ao usar os recursos públicos", defende Arthur.

O presidente ressalta que a qualidade empregada em todo o processo traz economia a médio e longo prazo e afirma que o investimento em fiscalização feito pelo TCE é uma bandeira antiga dos construtores. 

"No Piauí, a péssima qualidade das obras públicas é uma situação comum, infelizmente. Para nós empresários, quanto mais se qualifica uma obra ou serviço, melhor de se fazer. Há muito tempo os orgãos de controle e a própria administração precisavam pensar mais nesse assunto que é de interesse de toda a comunidade", finaliza.