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PIB: Agropecuária foi o setor de maior destaque do Piauí em 2015

O PIB do Piauí somou R$ 39,15 bilhões em 2015, segundo os dados divulgados ontem, pelo IBGE e pela Fundação Cepro. Nesse contexto, a Agropecuária teve maior destaque, com variação de volume na ordem de 7,9%.

Segundo o IBGE, o resultado se deve ao apoio à agricultura e pós-colheita, maior atividade do setor e que representou 5,3% do valor adicionado bruto da economia do estado em 2015 - um ganho de 0,2 ponto percentual em relação a 2014. 

A agricultura variou 11,2% em volume e só não teve elevação mais expressiva de sua participação na economia piauiense porque o aumento na produção de soja, produto de maior importância na agricultura do estado, foi acompanhado por redução de preços. Pecuária, inclusive apoio à pecuária, apresentou variação em volume de -1,9% e Produção florestal, pesca e aquicultura obteve crescimento de 6,9%. 

Queda na indústria

A Indústria apresentou queda em volume de 6,8%, resultado influenciado por Construção que, como verificado em boa parte das Unidades de Federação, apresentou queda em volume, -12,2%, e ainda perdeu participação relativa na economia do estado: de 9,0% para 8,3% entre 2014 e 2015. 

Eletricidade e gás, água e esgoto, atividades de gestão de resíduos e contaminação cresceu 5,6% em volume, mas a atividade perdeu 1,0 ponto percentual devido ao resultado de distribuição de energia elétrica que, apesar do acréscimo em receita, perdeu valor, por ter aumentado os custos com compra de energia. 

Indústrias de transformação variou -0,6% e teve pouco impacto no desempenho do setor. 

Serviços aumentou sua participação na economia do Piauí, de 76,7% em 2014 para 78,7% em 2015, impulsionado pelos resultados de Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares e Alojamento e Alimentação. 

Em volume, a variação foi de -0,8%, com destaque para as quedas de 6,5% do Comércio, manutenção e reparação de veículos automotores e motocicletas e de 2,5% de Atividades Imobiliárias.