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Governador quer criar fundo imobiliário para reduzir déficit previdenciário

 

 

O governador Wellington Dias (PT) se reuniu, nesta terça-feira (6), no escritório da Superintendência de Representação do Estado do Piauí em Brasília (Surpi), com o economista e consultor Raul Veloso, especialista e estudioso do tema previdência. Na oportunidade, foram discutidas alternativas para solucionar o déficit da previdência que sufoca o poder de investimento dos estados.

O encontro selou uma parceria entre o Governo e uma equipe técnica, liderada pelo economista Raul Veloso, para desenvolver a criação de um fundo imobiliário, correspondente ao déficit previdenciário, estipulado em R$ 18 bilhões. “O objetivo, é ter um lastro, uma carteira de bens, terras, imóveis, recebíveis de IPA e ICMS, que formarão um fundo garantidor desse déficit”, pontua Dias.

Medidas para sanear o setor previdenciário

No que diz respeito ao futuro previdenciário do Piauí, o governador estuda, ao lado de outros gestores do Nordeste, a criação de uma previdência complementar, a PrevNordeste. A proposta é a criação de uma previdência mais forte, em que os custos administrativos podem ser rateados, o que a torna mais barata para todos os estados. O modelo, que já é aplicado em estados como São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possibilita ao servidor mais estabilidade na obtenção de seu benefício. Um próximo encontro reunindo todos os governadores da região deve ser realizado até a primeira quinzena de setembro, prazo para que todos os estados tenham adequado suas legislações para a implementação do modelo.

Outras ações, como o aumento de alíquotas e recadastramento de servidores, possibilitam um maior controle dos gastos públicos, como destaca o presidente da Fundação Piauí Previdência, Marcos Steiner. “Adotamos várias medidas para sanear o setor previdenciário do estado. Fizemos recadastramento de servidores, cruzamos as folhas do Estado, municípios e União e alteramos as relações das pensões. Atualmente, adotamos o modelo de carência de contribuições para que a pensão seja concebida. São necessárias 18 contribuições e a comprovação de pelo menos dois anos de relacionamento matrimonial”, destaca.