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Selic cai para 6,75% e bancos anunciam corte nas taxas

Foto: Divulgação/Google

As expectativas do mercado foram contempladas na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada na noite de ontem (7). A taxa básica de juros passou de 7% para 6,75%, confirmando o 11º corte seguido.

Esse é o menor patamar de juros desde o início da série histórica do Banco Central, iniciada em 1986.

O reflexo foi imediato nos bancos. As principais instituições bancárias do país anunciaram uma redução nas taxas de juros cobradas no crédito para pessoas físicas e empresas. 

O relatório da reunião, porém, destacou que, dado o cenário atual, o mais adequado é encerrar o ciclo de cortes da Selic. Mas também não descartou totalmente uma nova queda.

A próxima reunião será em 21 de março. 

Bancos

Minutos após a decisão do Banco Central, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander divulgaram corte em suas taxas. O Bradesco informou que vai "repassar o corte de 0,25 ponto porcentual da taxa Selic nas principais linhas de crédito de pessoa física e pessoa jurídica". O banco não deu mais detalhes sobre quais linhas serão alteradas e quais são as novas taxas.

O Itaú também disse que vai repassar "integralmente" a redução da Selic nas taxas nas linhas de crédito para pessoa física e jurídica. As novas taxas passam a valer a partir do dia 14. No caso do empréstimo pessoal,  a taxa mínima passa de 1,48% para 1,37% ao mês. O banco disse ainda que reduzirá os juros cobrados nos empréstimos para a compra de veículos e nas linhas de capital de giro para pequenas empresas, mas não informou os valores.

O Santander também anunciou um corte de juros em linhas de crédito como financiamento de veículos e cheque especial.

O Banco do Brasil alterou suas taxas de crédito para compra de veículos, empréstimos com imóvel ou veículo como garantia, entre outras linhas. As novas taxas entram em vigor a partir da próxima sexta-feira (9). Veja quais linhas tiveram as taxas alteradas:

Poupança

As alterações na taxa Selic influenciam diretamente no rendimento da poupança porque a regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano.

Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), fixada pelo BC.

Com a taxa em 6,75%, a correção anual da poupança será de 4,725% ao ano, mais TR.