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Banco Central corta mais uma vez a taxa básica de juros

Foto: Divulgação/Google


A reunião do Copom, realizada ontem (21), teve o final esperado pelo mercado: pela 12ª vez consecutiva, o Banco Central baixou os juros básicos da economia. A decisão foi unânime e já apontou para um novo corte na próxima reunião, marcada para maio.

Com a decisão, a taxa Selic caiu de 6,75% para 6,50% - o menor nível desde o início da série histórica, iniciada em 1986.

Em comunicado, o Copom informou que a inflação evoluiu de forma melhor que o esperado nesse início de ano. O comportamento da inflação permanece favorável, com diversos preços mais sensíveis aos juros e ao ciclo econômico em níveis baixos. 

Depois da próxima reunião, quando será cortada mais uma vez a taxa Selic, o ciclo de cortes deve ser encerrado.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 2,83% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2018. A estimativa está superior à do último Relatório de Inflação, divulgado em dezembro, no qual o BC projetava expansão da economia de 2,6% este ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.