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Renda do piauiense cai mais de 5% em um ano

Foto: Divulgação/Google


A crise econômica, como já era esperado, fez os piauienses perderem renda. Entre 2016 e 2017, a queda foi de 5,63%, na média. Com essa redução, o valor médio passou de R$ 1.367 para R$ 1.290. As informações são da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE.

O Piauí detém a segunda menor renda média do país, superando apenas a do Maranhão, que é de R$ 1.226. No Brasil a maior renda média em 2017 foi a registrada no Distrito Federal, com R$ 4.065, seguida do estado de São Paulo, com R$ 2.820.

Outras fontes de renda

Por outro lado, o Piauí tem o segundo maior percentual em relação à renda domiciliar proveniente de outras fontes que não são do trabalho (como os benefícios sociais): 37,8%. Em primeiro lugar nesse ranking está o Alagoas, com 38,7%. O estado com a menor posição é o do Amapá, onde apenas 14,4% da renda dos domicílios advém de outras fontes de renda. 

Mais detalhadamente, percebemos que, em relação à aposentadorias e pensões, o Piauí aparece com o maior indicador do país: 29,5% da renda dos domicílios advém dessas fontes de recursos.

Foto: Divulgação/Governo Federal

Dentre as demais outras fontes de renda que se destacaram no Piauí em 2017, estão as transferências através de programas como o Bolsa Família, bem como aquelas oriundas de benefício de prestação continuada (LOAS), que representam 13,6% da renda domiciliar piauiense, sendo o Piauí o estado com o maior indicador no país. 

O Estado com o menor indicador para esta fonte de renda era o de Santa Catarina, onde apenas 3,8% da renda domiciliar advinha daquelas transferências. 

Em 2017 o Piauí foi o segundo colocado no país quanto ao percentual de domicílios que receberam transferência através do programa Bolsa Família, com 34,3%, o que representa 347.341 domicílios do estado. O estado com maior percentual de domicílios que teve acesso àquele programa foi o Maranhão, com 37,4%. 
        
No Piauí outras fontes de renda que se destacaram foram aquelas provenientes de pensão alimentícia e doações, que representam em média 1,4% da renda domiciliar , e aquelas provenientes de aluguéis e arrendamentos, representando em média 0,8% da renda domiciliar.