Cidadeverde.com

Copom frusta expectativas e mantém taxa básica de juros

Foto: Divulgação/Internet

Diferente das expectativas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu ontem (16) manter os juros básicos da economia brasileira em 6,5% ao ano. O mercado esperava um corte de 0.25 ponto percentual - o que não foi feito.

A decisão interrompeu um ciclo de 12 quedas consecutivas e foi tomada por unanimidade entre os integrantes do Conselho. A taxa Selic, no entanto, permanece no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, há 32 anos.

A justificativa para o não corte foi o cenário externo mais volátil. A decisão ocorre dias depois do país enfrentar uma valorização expressiva do dólar no mercado de câmbio. Em quatro dias seguidos, a moeda norte-americana sofreu valorização de 3,71% e encerrou o dia de ontem negociada a R$ 3,694. Para o governo, a alta é um movimento de curto prazo.

Controle da inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o IBGE, o IPCA acumula 2,76% nos 12 meses terminados em abril, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%. O centro da meta de inflação em 2018 é de 4,5%, com limite inferior de 3% e máximo de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

"O Comitê julga que o comportamento da inflação permanece favorável, com diversas medidas de inflação subjacente em níveis ainda baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária", afirma a nota do Banco Central.