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Taxa de subutilização da força de trabalho cai no Piauí

Foto: TargedHost

O Piauí apresentou, no primeiro trimestre desse ano, o segundo maior percentual de trabalhadores que estão subutilizados. Essa referência diz respeito aos desocupados, subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e à força de trabalho potencial.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atual taxa de subutilização do Piauí, que é 39,7%, só não supera a da Bahia, que é 40,5%. Além desses dois estados, Alagoas (38,2%) e Maranhão (37,4%) estão entre os primeiros do ranking. As menores taxas foram em Santa Catarina (10,8%), Rio Grande do Sul (15,5%), Mato Grosso (16,0%) e Paraná (17,6%).

Apesar do alto percentual, a taxa de subutilização do Piauí caiu, quando comparado o primeiro trimestre de 2017 ao mesmo período de 2018. Entre janeiro e março do ano passado, a taxa era de 40,3% e era a maior do país.

As informações estão presentes na "Pnad Contínua tri" e mostram que, ao contrário do Piauí, a taxa de subutilização da força de trabalho, subiu de 24,1% para 24,7%, o que representa 27,7 milhões de pessoas. Essa é a maior taxa de subutilização na série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. 

Desocupação

Em relação à taxa de desocupação, o Piauí amargou alta de 0,6 ponto percentual, na comparação entre os dois trimestres.

Nacionalmente, a taxa de desocupação do primeiro trimestre de 2018, divulgada em 27/04, foi de 13,1%. Em relação ao 4º trimestre de 2017, a taxa de desocupação subiu em todas as regiões: Norte (de 11,3% para 12,7%), Nordeste (de 13,8% para 15,9%, as maiores entre as cinco regiões), Sudeste (de 12,6% para 13,8%), Sul (de 7,7% para 8,4%) e Centro-Oeste (de 9,4% para 10,5%). Na comparação anual, a taxa recuou em todas as regiões.

Desalento

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho adequado, ou não tinha experiência ou qualificação, ou era considerado muito jovem ou idosa, ou não havia trabalho na localidade em que residia – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Ela faz parte da força de trabalho potencial.

O contingente de desalentados no país, no primeiro tri de 2018, foi de 4,6 milhões de pessoas, o maior da série histórica. No último tri de 2017, esse contingente era de 4,3 milhões de pessoas. A taxa de desalento, no primeiro tri de 2018 ficou em 4,1% da força de trabalho ampliada do Brasil, a maior da série histórica. Entre as unidades da federação, Alagoas tinha a maior taxa de desalento (17,0%) e Rio de Janeiro e Santa Catarina, a menor (0,8%, ambos). No Piauí, era 10,1% e subiu para 11,2%.