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Em carta, governadores dizem que governo federal tenta fugir de suas responsabilidades

Foto: Agência Brasil


Os governadores dos Estados do Piauí, Bahia, Ceará, Pernambuco, Sergipe e Minas Gerais lançaram neste sábado (26) uma carta aberta à população, na qual se posicionam sobre o movimento de paralisação dos caminhoneiros em todo o país.

Clique aqui para ver o documento: Carta dos governadores

O documento trata, principalmente, de uma crítica à nova política de preços da Petrobras, que é voltada para o mercado externo e tratada pelos governadores como "perversa". Os gestores consideram que é "absolutamente incompreensível" que o governo federal autorize a estatal a adotar uma política que tem como único objetivo a obtenção de lucros e o acumulo de receitas.

Os governadores observam na carta que jamais é repassado aos consumidores brasileiros as eventuais reduções de preço do mercado externo, prática que elevou "de forma assustadora" os preços de insumos básicos para a população, como o gás de cozinha, a gasolina e o óleo diesel. E isso repercute diretamente em outros itens, como na alimentação, com "forte impacto sobre o orçamento das famílias mais pobres".

No sexto item do documento, os governadores afirmam que o governo federal tenta fugir de suas responsabilidades, convocando os governos estaduais "já sacrificados pela injusta concentração de recursos da União" a renunciar do ICMS para, supostamente, atender demandas dos representantes dos transportadores. Os gestores consideram "absolutamente inaceitável" transferir para os Estados a responsabilidade que deve ser apenas da União, que, segundo a carta, foi quem provocou a crise.

"Colocar sobre os Estados Federados o ônus de qualquer redução da alíquota sobre os combustíveis - além de ser desrespeitoso - é atitude inconsequente e, por isso mesmo, inaceitável", diz a carta.

Os governantes, no entanto, finalizam o documento se colocando à disposição para colaborar com o governo federal na concepção de propostas que permitam acelerar a economia e retomar o crescimento, mas é preciso rever a política comercial da Petrobras.