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Teresina: frutas e verduras desaparecem das prateleiras dos supermercados

Foto: Divulgação/Internet

A previsão da Associação Brasileira de Supermercados no Piauí também se confirmou: já começa a faltar produtos nas prateleiras. O setor mais prejudicado é o de hortifruti, que são os alimentos mais perecíveis e não há previsão de novo abastecimento.

Segundo o presidente da Abras no Piauí, Raul Lopes, os supermercados que mais são afetados são os que não têm centros de distribuição local. "Não sabemos se o problema está nas transportadoras, que não dão ordens para abastecer, ou nos caminhoneiros. Mas os supermercados locais têm melhor condição de sobreviver ao momento do que aqueles cujas mercadorias vêm de outros estados", explica.

Lopes acredita que se a paralisação continuar corre sério risco de faltar produtos essenciais dentro de alguns dias. "E mesmo que haja deslocamento de caminhões a partir desta segunda-feira (28), o abastecimento levaria pelo menos até sexta ou sábado para normalizar", completa.

Prejuízo

Ainda é incalculável os reflexos das paralisações nos supermercados, mas o presidente da Abras no Piauí destaca que esse é um dos setores que mais serão prejudicados. 

"O prejuízo real só será sentido no próximo mês. O governo vai sofrer queda de ICMS, porque os supermercados terão queda de faturamento. Mesmo que haja aquecimento nas vendas quando tudo isso passar, não vai compensar a falta desses dias desabastecidos. Então, nenhum supermercado cumprirá sua meda de venda estabelecida para esse mês e se a greve continuar, a previsão para junho também não é otimista. E isso é um efeito dominó, que afetará os fornecedores também", conclui.

Apesar de considerar o problema grave, Lopes não acredita que os supermercados de Teresina fecharão as portas, a exemplo de outras cidades, nem que haja risco de saque.